Claro | Escuro

Melhores de 2009 – Eleição GoLuck

23 dezembro, 2009 por GoLuck  
em Capa, Melhores do ano, Notícias, OMG

O ano de 2009 foi, sem dúvidas, um dos melhores quando o assunto é games. Tivemos grandes lançamentos, continuações e jogos bons para todos os gostos. Para eleger os melhores, o GoLuck pediu ajuda para os mais influentes jornalistas e blogueiros especializados do país, que juntos fizeram a eleição mais completa do Brasil.

A eleição aconteceu da seguinte forma: cada jornalista e/ou blogueiro recebeu uma lista com várias categorias. Cada uma foi respondida com até três indicações em ordem. A primeira colocação de cada categoria dava ao voto três pontos; a segunda colocação dava ao voto dois pontos; e a terceira colocação de cada categoria dava ao voto um ponto. Depois de conferir todos os votos, os pontos foram somados e então descobrimos quais são os melhores de cada categoria.

A eleição dos melhores do ano do GoLuck, que já acontece pelo terceiro ano consecutivo, tem uma característica um pouco diferente das demais votações: só podem ser votados em cada categoria jogos que sejam EXCLUSIVOS a cada plataforma. Por exemplo: GTA Chinatown Wars não pode ser eleito o melhor jogo de Nintendo DS porque também foi lançado para PSP, portanto, é multiplataforma. O mesmo acontece com Modern Warfare 2 e tantos outros. Vale lembrar que no caso de jogos com o mesmo título só que diferentes, como acontece com alguns jogos de Wii e PS2, são considerados exclusivos.

Agora que você já sabe como funciona, conheça quem votou nos melhores jogos de 2009 no GoLuck.

GoLuckeiros

Bruno Julião - GoLuck
Wagner Araújo – GoLuck
Marcos Diniz - GoLuck
Lucas Patricio – GoLuck
Alice Toldo – GoLuck
Felipe Muñoz - Geex

Convidados

Pablo Miyazawa - Gamer.br
Claudio Prandoni – UOL Jogos
Ricardo Farah – SKY7
Carlos Araújo (Kadu) – FD Comunicação
Caio Corraini – Ed. Europa
Mauri Link – Portallos
Maurício Alegretti – Portal Xbox

Confira então os Melhores de 2009 GoLuck!

Leia mais

A ironia da década

22 dezembro, 2009 por Alice  
em Coluna, Veja mais 3

Mega Man 9 foi, sem dúvidas, o gol do meio do campo da Capcom. Não importa se você acha que o jogo é bom, ruim, ou que foi feito pela tia da limpeza. O que interessa é que a empresa lançou um jogo novo com cara de velho – ok, velho não, antigo -, usou a mesada do Keiji Inafume para fazê-lo e hoje está nadando no lucro por causa do game.

Se eu não entendesse nada de games, essa coisa toda poderia parecer até mentira, mas não é. Tanto que não é que a dita Capcom está usando em Mega Man 10 a mesma fórmula que usou no 9, ou seja, gráficos de 20 anos atrás. E o pior, acreditem, é que a tal produtora vai nadar no lucro por causa disso. De novo.

Agora vejamos a Sega, com suas idéias frustradas para um Sonic em 3D. As aventuras do ouriço azul num mundo com três dimensões não são novidades dessa década, mas, em minha opinião, foi nos anos 00 que foi atestado: Sonic 3D é um lixo!

Se Mega Man 9 foi o golaço da Capcom, a Sega bem que tentou, mas Sonic em 3D foi uma belíssima bola fora. Dizer que não houve tentativas de fazer o gol definitivo, martelando essas três dimensões e inovando os jogos do mascote, seria uma bela calúnia! Sonic & The Black Knight que o diga! Mas de nada adianta tentar chutar a bola de várias formas diferentes. Se você está chutando para o lado errado, você nunca vai fazer gol.

A Sega percebeu isso – depois de bastante tempo, diga-se de passagem – e, inteligentemente, estará levando o público de volta às raízes do Sonic, com um Sonic em duas dimensões. Mas isso só vai acontecer nos anos 10, então não nos importa no momento.

E agora, chegando no final dos anos 00, nem o último hit da Lady Gaga tem fama o suficiente para abafar o som desta frase: O que merece levar o título de  “o melhor da década”?. Pode ser o melhor filme, o melhor álbum, o melhor game. Que seja, só se fala nisso, mas não vou comentar nenhum dos três.

O problema é essa coisa de Capcom ganhando rios de dinheiro com o passado, renovando, e Sega tentando ganhar dinheiro com o futuro, inovando. Sei não, mas me parece meio sarcástico, e me leva a fazer uma decisão. Senhoras e senhores, tenho um comunicado a fazer: essa foi a ironia da década!

- por Alice Toldo

[Entrevista] Enter the Game

19 dezembro, 2009 por Equipe GeeX!  
em Notícias

Advergames não são coisa nova, na verdade é um conceito bem antigo se levarmos em conta Cool Spot, Yaris, Yo!Noid, jogos do McDonald, Burger King e do Chester Cheetah.

Porém desde a popularização da internet – na verdade da banda larga – e de ferramentas como o Flash, esses games tem evoluído para uma forma mais madura e mais presente em nossas vidas. A miscelânea entre publicidade e jogos é mais uma das ferramentas publicitárias que invadem nosso dia-a-dia, e pelo menos agora estão mais divertidas e criativas. Pensando nesse mundo alternativo e em expansão, os estudantes de Publicidade e Propagando da Faculdade Estácio de Sá, em Juiz de Fora/MG, Bruna Novo e Ewerton Uba, resolveram se aprofundar no assunto e conversaram com algumas pessoas de respeito na área, para criar um documentário em seu trabalho de conclusão.

Entrevistamos a Bruna, para descobrir o que a motivou e por que tal abordagem. Deixamos na sequência o inédito trabalho Enter the game para que vocês confiram e se inspirem a quem sabe procurar mais, não só sobre advergames, mas sobre tantas outras partes dos games que existem por aí.

GoLuck/GeeX!: O que levou vocês a considerarem fazer um documentário relacionado a games – advergames no caso?

Bruna Novo: Bom, essa parte da história é a maior. Escolhi o documentário por querer terminar a faculdade com um trabalho prático em mãos. Publicidade é um curso prático e o que eu vi foi muita teoria – e meu portfolio vazio. Era a chance de produzir e mostrar do que eu sou capaz. O que me levou a considerar esse tema foi um dia em que eu estava jogando videogame com um grande amigo, Mateus Martins. Ao ver em Metal Gear Solid 4: Guns os the Patriots Snake encontrando um ipod num determinado momento, meus miolos publicitários ficaram fora de controle. Mil coisas passaram pela minha cabeça, a primeira: “COMO EU NUNCA PERCEBI ISSO?” Foi então comecei a pesquisar desenfreadamente e decidi que era isso que eu queria mostrar. Vi uma lacuna enorme no mercado e uma ferramente de comunicação com um potencial enorme, que não recebe atenção alguma.

GG: iPod no mgs é demais mesmo

Bruna Novo: (risos) E a Playboy?

GG: Videogames fazem parte da sua vida então?

Bruna Novo: Eu adoro videogames (jogo mal pra caramba) e a cada dia me apaixono mais pelo tema! Principalmente por game advertising, porque as pesquisas vem mostrando a eficácia disso. Acredito que é bom pra todo mundo: quem produz recebe investimento dos anunciantes, quem joga tem um jogo mais real, e tem mais opções de jogos no mercado uma vez que o mercado de games recebe mais estimulo financeiro… e bom pra vocês tem mais notícias. hehehe

GG: Você diz então que o game advertising seria o famoso merchandising, mas dentro dos games. No Enter the game porém você focou nos advergames. Por quê?

Bruna Novo: Exatamente, game advertising é um espaço dentro de um jogo pronto, tipo Burnout Paradise, Gran Turismo… onde as marcas aparecem sem necessariamente interferir no jogo… ainda é pouco usado aqui. É mais acessivel e mais perto do real falar mais de advergames, onde é um jogo com um propósito publicitario – e uma jogabilidade infinitamente inferior a de um jogo de console.

GG: Você escolheu fazer o trabalho em uma apresentação em vídeo, com algumas partes simulando um game. Por que essa escolha e no que isso influênciou no trabalho?

Bruna Novo: Um vídeo permite maior entendimento do tema, falar que game advertising é “propaganda dentro do jogo” é uma coisa. Mostrar em uma peça audiovisual permite – pra quem nunca ouviu falar – perceber algumas de suas faces, como é sutil, como torna a coisa real. O mesmo serve para os advergames também. Quem nunca viu um não sabe como é. Produzir é sempre muito bom e produzir em torno de um assunto que a gente gosta é melhor ainda. Quanto mais a gente pesquisa, mais idéias vem e a peça em si ela acaba se tornando algo mutante, a cada dia ela esta de um jeito… Então o vídeo influenciou diretamente né. Acabou que tivemos que pensar em uma explicação pra tudo, cada elemento ali foi colocado por um motivo, todas as cores, sons e animações. Cada elemento tinha que remeter ao universo dos jogos e que ter uma boa explicação. Isso também faria parte da nota final do trabalho. Então tinha que ser tudo muto bem “amarrado”.

GG: Com quem você conversou para o documentário?

Bruna Novo: Conversei com o Guilherme Loureiro, ele trabalha na Talent agora, é coordenador de mídia lá. Mas eu o o conheci atravésdo site dele, In Game Addiction. Também conversei com o Mitikazu Lisboa, sócio diretor da hive, cujo contato me foi passado pelo Gui. Com dois professores da faculdade, João Paulo e Luiz Cláudio que se relacionam bem com a área, e entrevistei alguns jogadores, pra mostrar a visão de quem joga.

GG: Qual foi a principal visão dos profissionais e dos jogadores? Houve conflito?

Bruna Novo: Não houve conflito. Quem anuncia acha que o jogador gosta, e os que eu entrevistei mostraram que gostam mesmo – pra eles o jogo fica mais real quando tem marcas, principalmente os jogos de esportes onde as marcas são importantíssimas pois pontuam uma realidade, nos tênis, nas camisetas, ao redor do campo, no caso do futebol…

GG: Qual foi a reação dos professores da banca? Levaram com seriedade o tema? Já conheciam?

Bruna Novo: Olha, quase ninguém por aqui conhece.

GG: Hehe imaginei, e a reação deve ter sido ótima né? Os números são surpreendentes…

Bruna Novo: Ficaram surpresos e bastante interessados com o tema. A escolha da banca foi um mistério, não havia nenhum profissional que pudesse avaliar a questão do ponto de vista mais mercadológico, ninguém que trabalhasse com isso. O joão paulo já havia produzido uma espécie de advergame, coisa que eu descobri na entrevista. Ele próprio afirmou que o mercado rejeita muito, mas que ele, como profissional acredita na força disso. Os números são incriveis e novas pesquisas saem a cada dia. Ontem descobri que uns 80% das crianças no EUA são consideradas gamers – assustador hehehe

GG: Diz uma curiosidade sobre esse trabalho todo.

Bruna Novo: Bom, vou falar só pra você hahahaha. Eu não tive nenhum apoio da instituição. Negociei o uso do equipamento e em cima da hora me negaram ajuda. Tive que pegar uma câmera emprestada com uma amiga e o resultado todos podem conferir no áudio da entrevista com o Guilherme Loureiro. hehehe… Depois aprendi: menti pra faculdade, disse que filmaria em Juiz de Fora e levei tudo pra São Paulo. Filmei a entrevista com o Miti e devolvi tudo inteirinho. Poucas pessoas sabem disso. hahaha. Na hora da edição o Ronnie Pedra salvou minha vida, ele fez milagre, teve boa vontade e fez mesmo a diferença na produção deste filme. Apoio da faculdade zero, da familia e dos amigos, foi cem por cento.

GG: No fim o que você tirou de toda essa experiência?

Bruna Novo: Aprendi horrores com esse trabalho. O principal é não desistir e não ter medo de se aproximar das pessoas e falar suas idéias. Aprendi que vale a pena divulgar o conhecimento e os trabalhos. Antes eu ficava meio assim, tinha medo de ser rejeitada… hoje não, aceito criticas e idéias de outras pessoas com mais facilidade porque tive que ouvir muito pra fazer esse documentário. De agora em diante não quero largar o universo dos games, quero me aprofundar, estudar e jogar mais hehehe – jogar mais é a melhor parte, mas esse mundo não e só jogar, tem muita coisa por trás. É uma arte maravilhosae que envolve muito as pessoas e que me envolveu muito também…

Os saldos positivos e negativos são varios, a faculdade não me ajudou em nada. Contei com os amigos mesmo e com a minha coragem de ir a São Paulo sem conhecer nada. Foi bom, porque eu aprendi mais. Vi que as instituições (pelo menos a que eu estudei) não estão preparada pra gerar conteúdo. Minha critica e decepção é a seguinte: Não era pra gente aprender e produzir na faculdade? Às vezes parece que não. Bom foi mesmo o que eu aprendi em termos de pró-atividade, de correr atrás, resolver, não ver obstáculos – e de posicionar a luz, testar som – enfim, a prática foi engrandecedora. E agora, sou uma viciadinha em jogos hehehe esse documentario criou um monstrinho: só sei ler, pesquisar e vejo um titulo ficou doida pra jogar, quanto mais leio mais gosto, quanto mais jogo mais quero jogar ehehe

- por Equipe GeeX!

[Promoção] Ganhe prêmios e veja as primeiras impressões de Hello Kitty Online!

Não vou mentir. Quando li o título Hello Kitty Online pela primeira vez, só consegui pensar uma coisa: “Hello Kitty Online? Hello Kitty???” E aposto que você, leitor, pensou a mesma coisa quando leu o título do post.

Sejamos francos, ninguém espera muita coisa de um jogo estrelado pelo felino da Sanrio, quem dirá de um MMORPG do mesmo. Não é preconceito, é apenas o mesmo motivo que nos leva a não esperar muita coisa de jogos baseados em filme.  Porém, felizmente, Hello Kitty Online (HKO) foi uma bela exceção á regra.

O jogo começa com uma poesia explicando que coisas ruins aconteceram no Reino Sanrio, e que agora só você poderá salvá-lo. Assim que a introdução termina, seu personagem acorda no Pier de Sanrio – e a ação começa.

Logo de cara, você já encontra personagens precisando de sua ajuda. As primeiras quests também são acompanhadas de tutoriais, os quais eu pulei sem escrúpulos. Todas as tarefas são bem simples, e a maioria bem divertida, principalmente as do primeiro cenário, que é o Porto de Sanrio. Nesse cenário, também são encontradas algumas quests que devem ser resolvidas por mini games, como o de surfar ou o de pescar.

Voltando ao início deste último parágrafo: Todas as tarefas são bem simples, e a maioria bem divertida. Salvo á algumas, que se resumem em plantar e colher determinados alimentos na sua horta – sim, no jogo você ter uma hortinha particular. Essas sim são bem irritantes.

Vale lembrar que no jogo não há diferenças de classes ou raças – e não, você não vai poder jogar na pele da Hello Kitty. Todos são iguais, e o que diferencia é em que level você está. No jogo, também há a possibilidade de se ter um animal de estimação – um pet. Que nada mais é do que mais um “filho” para você cuidar.

Evoluir em HKO é bastante simples também, basta realizar as quests de cada cidade e não dar uma de Alice, ou seja, ignorar as missões da primeira cidade e ir direto para a segunda – não faça isso, sério.

No mais, Hello Kitty Online é um bom MMORPG que merece ser conferido. Claro que a versão jogada foi a beta, então tem muitas coisas para serem acrescentadas – como a formação de guildas, ou clubes, no caso.

Ficou afim de testar o jogo? Então seja rápido, pois os donos dos dez primeiros comentários ganharão uma chave para poder jogar o Closed Beta de Hello Kitty Online! Está esperando o que?

- por Alice Toldo

GoLuckast #61

Capa

O espírito natalino toma conta do GoLuck e no intuito de deixar sua ceia de Natal ainda mais feliz os goluckeiros discutem quais os melhores jogos para se jogar no dia 25 de dezembro. Será que o papai noel aconselharia Modern Warfare 2? Seja um bom menino (ou menina) e acompanhe o goluckast no clique abaixo:

 
 GoLuckast #61 [45:35m]: Play Now | Play in Popup | Download (464)

Você também pode ouvir/acompanhar no iTunes ou via RSS (para aparelhos Nokia, por exemplo).

- por Equipe GoLuck

[Promoção] Legende a HQ do GoLuck e ganhe prêmios!

16 dezembro, 2009 por GoLuck  
em HQ do GoLuck, Promoção, Veja mais 1

Essa semana a HQ do GoLuck vai ser diferente. Nós vamos dar um super kit do Cabal Online (com direito até a camiseta), cortesia da Gamemaxx, para quem fizer a melhor legenda para a tirinha à seguir:

hqdogoluck#47

Mande quantas sugestões quiser por e-mail para: goluck@goluck.com.br. A melhor legenda leva o kit do Cabal. O resultado será divulgado semana que vem. Boa sorte!

Contos de natal gamers

15 dezembro, 2009 por Alice  
em Capa, Veja mais 4

Lá estavam os três, sentados em volta da lareira, calados, observando a lenha queimar.

Tudo começou há umas duas, três semanas atrás, quando Mario mandou um convite á Link e Zelda para passarem a véspera de Natal juntos. Peach estaria com Mario, é claro, e faria um de seus famosos bolos para serem devorados na ceia.

Tudo corria bem, e juro pela Triforce que se fosse por mim, continuaria assim. Mas, ainda bem, meu trabalho aqui é narrar, não decidir destinos. Então assim aconteceu: no dia anterior a véspera de Natal, como de praxe, Peach foi seqüestrada.

Mario estava fora e não viu a coisa toda acontecer, mas quando voltou ao castelo, não demorou a encontrar a causa para a confusão que estava armada. Isso acontece interruptamente há mais de vinte anos. Mario tem mais experiência nisso do que em concertar canos.

O encanador optou por ir atrás de Peach depois do Natal. Não tinha pressa e Bowser era o tipo de cara que demorava anos para fazer qualquer coisa – mesmo que essa coisa seja dominar o mundo. Mario iria receber os convidados normalmente e, pelo menos tentar, fingir que nada aconteceu. Podia estar acostumado, mas sempre se abalava um pouco quando sua namorada ficava longe.

Chegada à noite em 24 de dezembro, Link e Zelda bateram na porta do Castelo no Reino dos Cogumelos. Não sabiam de nada, Mario não contara á ninguém.

Entraram, e, obviamente, perceberam a falta de um dos anfitriões. Perguntaram a Mario onde a senhorita Toadstool se encontrava, e ele inventou que ela estava fazendo um grande bolo e só iria comparecer na sobremesa.

Apesar de ser estranho – Natal devia ser uma época em que se passa junto com as pessoas – Link e Zelda não questionaram, mas insistiram em esperar Peach terminar o tal bolo antes de jantar. Assim, Mario e os outros dois convidados se reuniram na sala.

Lá estavam os três, sentados em volta da lareira, calados, observando a lenha queimar.

Link abriu a boca para dizer alguma coisa, mas desistiu. Ninguém falou nada durante um certo tempo. Apesar de só Mario saber do que tinha acontecido, o clima não estava o melhor. Até que Zelda, que já estava ficando irritada com a situação, resolveu dizer:

- Ela foi seqüestrada de novo, não foi?

Mario estranhou a pergunta espontânea, mas resolveu abrir o jogo:

- Como raios você descobriu?

Zelda se limitou a apontar o Toad chorando feito um bebê do lado de fora da janela,

- Ah…eu tentei fazer ele parar, mas não consegui. – disse Mario.

Silêncio novamente, até que, desta vez, Link resolveu quebrá-lo:

- Ele deixou um bilhete de resgate, pelo menos?

- Numa caixa de presente… – Mario começara a se irritar – TINHA ATÉ UM LAÇO DE FITA EM CIMA!

Estranhamente, o encanador começara a ter tiques nervosos e a tremer, sinais que foram ignorados por Zelda:

- Calma Mario, vai ficar tudo bem! E além do mais, dessa vez nós vamos ajudar você a salvar Peach!

- Vamos o caram…- Zelda lhe fulminou com o olhar – Quer dizer, vamos sim! Lógico! Amigos e espírito natalino são para essas coisas mesmo!

Mas Mario não estava nem ouvindo o que os amigos falavam. Por alguma razão, não conseguia parar de olhar fixamente para um ponto no além, enquanto um sorriso psicopata crescia em seu rosto. Sem deixar de observar o tal ponto fixo, começara a falar:

- Dessa vez eu não vou ser piedoso! Primeiro, eu vou ficar gigante e esmagá-lo! Depois, quando ele estiver quase morto, eu espeto ele num espeto de churrasco e o balanço numa janela para fazê-lo sangrar até a morte! Só então eu cozinho a carne com minha Spring Flower, o fatio em cubinhos e uso para fazer estrogonofe!

Então Mario começou a rir enlouquecidamente, e permaneceu assim por mais alguns minutos. Enquanto isso, Link murmurou á Zelda qualquer coisa sobre fugir antes que fosse tarde, mas Zelda encarou a proposta com desprezo.

Mal sabia ela que se tivessem feito como Link desejara, está véspera de Natal poderia ter sido muito mais calma, mas, como já disse antes, eu não decido destinos.

Logo após ter cessado suas gargalhadas – o que não limpava de seu rosto a expressão demente que se formara – Mario, num súbito, pulara de sua poltrona:

- Devíamos ir juntos resgatar Peach!

Link lançara um olhar a Zelda. Um olhar que ao mesmo tempo dizia “tudo isso é culpa sua!” e, “por favor, não faz isso comigo!”, mas Zelda pouco se importou. Explicou a Link que se não fossem junto, era capaz de Mario acabar se matando graças ao seu estado atual, então o herói de verde acabou cedendo.

Então foi assim: Mario, Link e Zelda partiram numa jornada em busca da princesa do Reino dos Cogumelos. Passaram por milhares de perigos. Enfrentaram chefes, descobriram passagens secretas e com muito esforço, fé, e magia do natal – este último foi essencial- venceram todas as fases aquáticas.

Tudo estava indo bem, e, desta vez, continuou assim. O problema foi quando chegaram ao oitavo e último castelo. Não havia nada de errado nele, exceto pela total ausência da lava, noite, trovões e todo aquele cenário que um legítimo castelo de chefe TEM que ter.

Nenhum deles sabia, mas estavam no Pólo Norte.

Mas como ninguém estava realmente se importando sobre o lugar onde estavam, e como não seria a falta de um plano de fundo tétrico que impediria a trupe de invadir o castelo, prontos para um quebra-pau, o trio avançou em direção á fortaleza.

Ao abrirem as portas da construção, Mario, Link e Zelda se viram num enorme salão infestado por pequenas criaturinhas verdes e orelhudas que cantavam e dançavam ao som de guizos.

E apesar da cena toda ser linda e singela, os três não pensaram duas vezes em chacinar cada uma das criaturas verdes e entrar logo na próxima sala. Subiram uma longa escadaria e, ao chegar no topo, descobriram uma porta chaveada.

Link desmoronou, começou a bater a cabeça na parede, reclamando que teria de voltar todo o caminho para pegar uma chavezinha só para abrir a malditazinha de uma portinha. Mario também começara a choramingar, mas Zelda calou-lhes a boca quando abriu a porta usando uma magia realizada por um simples movimentos de mãos.

Abrindo-se a porta, os três heróis ficaram perplexos com o que viram. Pilhas e pilhas de presentes, espalhados por todo e recinto, e no fim do salão, Peach, enrolada num papel de presente vermelho com um laço de fita dourado na cabeça.

Nem passara um segundo e Mario já saíra correndo para libertar a princesa do embrulho. Porém, quando estava quase alcançando seu objetivo, tomara um susto e parara de correr. Atrás de uma das pilhas de presentes, surgira uma cabeça que exclamava:

- Olá, meu nome é Faith. Estou substituindo Papai Noel por hoje. Em que lhes posso ser útil?

E então, após a cabeça, surgira um corpo de uma mulher com uma fantasia de Papai Noel. Mario ficou embasbacado, mas conseguiu falar:

- Espera aí! Faith? Cade o Bowser? O que você fez com o Papai Noel? E porque raios uma personagem que não tem nada a ver com a Nintendo seqüestrou a minha princesa!?

- Olha Mario, respondendo á sua pergunta, acho que á essa hora Bowser deve estar dormindo ou comemorando o natal. Sobre o Papai Noel: O trenó dele quebrou e confiou em mim e nas minhas habilidades de pular de prédio em prédio para substituí-lo. Em relação à última pergunta: Eu não seqüestrei ninguém! Eu até deixei um bilhetinho numa caixa de presente explicando que o próprio Bowser tinha pedido Peach de Natal, e como meu é meu dever, eu faria a sua vontade. Contudo, te devolveria a princesa em dois dias. Você não leu o bilhete?

A verdade é que Mario não tinha nem passado os olhos sobre a mensagem. Estava tão certo sobre o que teria acontecido que jogara o papel fora. Mario começara a ter tiques nervosos e a gritar. Link e Zelda também não ficaram muito felizes com a notícia, afinal, tinham feito tudo aquilo por nada.

Então, após Mario se acalmar – e demorou um bocado, podem apostar –, o trio voltou para o Reino dos Cogumelos. Dois dias depois, Peach estava de volta, e o casal de Hyrule foi convidado para comemorar a volta com um bolo. O convite, claro, foi recusado.

Assim, nossa história termina aqui. Depois disso, dizem os Toads que Mario passou a tomar três calmantes por dia, e que Zelda e Link, para o Reino dos Cogumelos, nunca mais voltaram. Não confirmo nada, não confio em Toads. Bom, depois dessa história, só fiquei sabendo de mais uma coisa: Peach foi seqüestrada uma semana depois – por Bowser.

- por Alice Toldo

[Primeiras Impressões] Dante’s Inferno

dantes_inferno

Eu nunca estive empolgado com Dante’s Inferno. Escutei muita gente falar sobre ele e achei que o hype estava sendo desnecessário. O que será que as pessoas estavam vendo de tão “Óh, meu Deus!”? Resolvi aproveitar que a demonstração ficou disponível na PSN para conferir eu mesmo.

A primeira impressão, dizem, é a que fica. Se fosse verdade, poderia eleger Dante’s Inferno um dos jogos mais bonitos que já vi. Os menus são lindos e a apresentação conta com cenas em computação gráfica e em desenho animado, para contar como a vida de Dante começou a virar um inferno.

Após algumas cenas de peitos e nudez, você começa a jogar de fato. Nesse momento eu apertei alguns botões e tinha certeza que estava jogando God of War. Tudo é IDêNTICO! Os comandos de ataques fortes e fracos, pulo duplo, esquiva e até mesmo os locais onde você pode recuperar energia.

dante
Tudo bem que existem outros jogos baseados em God of War e que isso não chega a ser algo ruim, mas Dante’s Inferno é tão parecido com a série da Sony Santa Monica que se não fosse pelo personagem principal, poderia me considerar jogando um jogo da série de Kratos.

A demonstração permite que você mate alguns inimigos antes de enfrentar a Morte. Sim, ela mesmo. Você luta contra a morte. Eu ganhei, mas acho que isso não prova o quão badass eu sou, já que o tal do Dante realmente me pareceu ser um cara invocado.

Mais alguns minutos de gameplay e percebi que o cara esta atras de sua amada, que foi assassinada e seu espírito esta preso por algum canto dos nove círculos do inferno. E é claro que você vai até lá buscar.

Outras referências a God of War podem ser vistas facilmente, como o sistema de finalização de inimigos por meio de botões apertados no momento certo. E até mesmo o ainda não lançado God of War III acabou sendo “copiado”; após bater em um demônio enorme, você sobe e suas costas e controla o bicho para derrotar facilmente os demais monstros. Sério, quando vi isso pensei “Aí você já ta forçando a amizade, Dante!”.

dantes-inferno-20090223111806718_640w

Momentos antes do fim da demonstração, o jogo ensina que é possível punir ou perdoar os pecadores (sic). Ao punir, você ganha pontos para uma barra “Má”. Se for bonzinho e absolver os projetos-de-monstros, você ganha pontos para a barra “Boa”. O sistema de evolução é o que realmente me fez parar e olhar Dante’s Inferno com outros olhos. São diversos upgrades que você pode fazer baseando-se na suas escolhas na hora de destruir alguns adversários.

Não sei se essa evolução vai funcionar de forma coesa ou se vai ser frustrante conseguir subir de nível nos dois alinhamentos. Espero que a progressão ajude o jogador a evoluir naturalmente, sem ter que ficar salvando ou punindo almas o tempo inteiro com o único proposito de subir o nível das barras.

Dante’s Inferno provou ser um bom jogo. Se você não se importa em ele se parecer DEMAIS com God of War, é um título que provavelmente vai fazer parte da sua coleção. Ainda tenho minhas dúvidas sobre a qualidade final, mas uma coisa ficou provada: a EA não vai decepcionar quem esta esperando. Quem diria, hein?

-por Lucas Patricio

Nintendo Zii?

15 dezembro, 2009 por Marcos Diniz  
em Notícias, Rumor

588x309_zii

Wii, Mii e agora a Nintendo surge com o Zii!

Um novo console? Um novo acessório da lista pequena de 4.798 do aparelho? Um novo canal?

Não se sabe, mas que a empresa fez o registro do nome dia 29 de outubro de 2009 isso foi confirmado.

É esperar e ficar de olhos nos rumores.

UPDATE: Não feliz com Wii, Mii e Zii a Nintendo registrou também as marcas Cii”, “Bii”, “Oii” e “Yii”.

por Marcos Diniz

Modern Warfare 2 passa ‘a pior imagem possível’ do Rio, diz delegada

15 dezembro, 2009 por Marcos Diniz  
em Capa, Notícias

588x309_codmw2

Quem disse foi a delegada Helen Sardenberg da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) do Rio de Janeiro ao G1, se referindo ao jogo Call of Duty Modern Warfare 2.

“Eu acredito que o jogo foi criado por pessoas que não convivem com a realidade das comunidades. (O jogo) passou a pior imagem possível e tenta instigar uma ideia de guerra (…) Eu achei que a ação é exagerada. Ela simula mais uma guerra do que uma ação policial. Não fica claro pra quem está jogando qual o objetivo daquela ação, enquanto que, na ação policial, os policiais têm objetivo”

“A gente vê no jogo utilização de granadas, o que não se usa, por causa do potencial lesivo. Com relação a outros tipos de armas, eu posso dizer que são armas poderosas, que são utilizadas em situação de exceção, e não de regra”.

A delegada complementa.

“Quando se associa o Rio de Janeiro, principalmente a imagem do Cristo Redentor, com a imagem estereotipada da favela, num primeiro momento, para quem não conhece a realidade, pode parecer sim. Mas o que vemos dentro da favela é que existe vida, e o jogo não mostra isso”

Veja a entrevista na integra.

Antes de tudo, isso é um jogo.

Desculpe amigos cariocas, mas infelizmente essa é exatamente a imagem que os GRINGOS possui da cidade maravilhosa. É evidente que no jogo mostra um exagero, porém não foge de um certo contexto.

Por um lado o Rio de Janeiro possui suas belezas naturais e culturais por outro existe as favelas que mostram muito a desigualdade social, falta de segurança e de estrutura em um todo, aliás segurança existe sim, mas não é feita pelas autoridades competentes. Por mais que exista Vida na Favela e eu acredito que tenha, até porquê eu cresci morando em frente de uma, a favela ainda é um território inseguro onde o poder paralelo comanda, onde a autoridade não chega e se chega é completamente deturpada.

É uma questão social politica muito complexa.

O jogo Call of Duty no meu entender faz uma crítica e até muito dura por sinal sobre a segurança no Rio de Janeiro, quem acompanha noticiário sabe disso é Helicóptero sendo abatido é invasão de morro, ou seja uma verdadeira guerra.

A realidade que a Srta Delegada Sardenberg diz, não é nenhum Alice no País das Maravilhas como na obra literária. Aqui a Alice não sai de casa por medo de bala perdida, o coelho branco anda com sua AK-47 e rojão sendo o olheiro do morro. O Chapeleiro Maluco é maluco porquê está bem loco de coca. Já a Rainha de Copas é a autoridade, ou seja a dona da Boca.

por Marcos Diniz

Próxima página »



Switch to our mobile site