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Wii e DS: o quanto eles venderam até hoje?$$$?

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Todo mundo fala que a dupla de consoles da Nintendo vende e vende muito, mas nem todo mundo sabe o real número dessas vendas. Nós nem curtimos muito ficar falando só de números, mas vamos mostrar eles mesmo assim, aí naquela rodinha de amigos você pode esbanjar conhecimento e mostrar até para o seu chefe que você está antenado com o mundo dos negócios, já que a Nintendo atualmente é a melhor empresa do mundo. E com base nisso, perguntamos: Se você fosse dono da Nintendo, faria tudo isso que ela fez nessa geração, explorando um território diferente, ou seguiria pra valer os arriscados passos de mesmice da Sony e Microsoft, que colocaram seus dois consoles para brigar em um único ringue?

Então, sem mais delongas, em seu último relatório fiscal anual a Nintendo revelou os números de vendas totais de hardware e software do Nintendo Wii e do Nintendo DS, atualizados até o final de Setembro. O seja, o número continua aumentando enquanto você lê essas linhas mal escritas!

Nintendo Wii
Hardware
Vendas Globais: 56.14m
Japão: 8.68m
Américas: 25.99m
Outros: 21.48m

Software
Vendas Globais: 429.23m
Japão: 39.32m
Américas: 234.41m
Outros: 155.50m

Nintendo DS
Hardware
Vendas Globais: 113.48m (10.17m de Nintendo DSi)
Japão: 28.12m (3.73m de Nintendo DSi)
Américas: 39.35m (3.27m de Nintendo DSi)
Outros: 46.01m (3.17m de Nintendo DSi)

Software
Vendas Globais: 638.07m
Japão: 162.69m
Américas: 237.06m
Outros: 238.32m

Por Mauri Link
[via Portallos]

Distribuição digital e o pinguim

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Antes de começar a dissertar sobre o assunto, gostaria de deixar claro que esse post não é pago. O fato de trabalhar para a empresa em questão também não foi o catalisador. O intuito aqui é falar um pouco sobre essa novidade e principalmente, jogar na mesa uma discussão sobre a distribuição digital.

Em tempo, gostaria de dizer que é muito bom estar de volta a ativa, após muito tempo parado. Se você percebeu a minha ausência, eu explico. Como responsável técnico do novíssimo GeeX!, estava 100% focado em colocar ele no ar e corrigir bugs, criar melhorias e etc. Agora que temos uma versão estável, posso voltar meu foco para a criação de conteúdo. Para quem ainda não leu sobre GeeX! e GoLuck, dê uma passada aqui depois.

Começo dizendo que defendo a distribuição digital. Principalmente porque em nosso país os impostos são terríveis e a classificação dos jogos (para tributação) está como extremamente supérfluo, o que colabora e muito para os preços surreais praticados.

Quem já conhece o amado Steam, sabe que é possível se comprar bons jogos por preços muito menos abusivos. No entendo, lembro que jogos de PC são taxados como software e por isso custam menos para o usuário final.

Internacionalmente falando, os preços deveriam ser mais baixos, em função de não haver custo com distribuição, embalagem ou mídia física. Infelizmente não é o que vem sendo praticado. Geralmente os preços são iguais, o que pode ser explicado pela ganância e acordos comerciais das empresas distribuidoras.

Recentemente, tivemos a entrada de uma empresa nacional na venda de jogos online, o pontofrio.com. Começou com 86 títulos disponíveis com preços de R$ 9,90 à R$ 29,90. Já entraram mais 6 títulos desde o lançamento que ocorreu há 2 semanas. Os títulos estão muito longe do que os gamers hardcore procuram, mas aproveito para dizer que a empresa sabe disso e a escolha desses itens foi puramente por precaução. Todos na empresa estão ansiosos pelo fechamento de bons contratos e a chegada de títulos mais voltados para o público “hardcore”.

A entrada pode ter sido tímida, mas já  foi um passo.

Antes da entrada dessa categoria “download de jogos”, a empresa já havia se mostrado interessada no público gamer montando um blog (http://www.pontogames.com.br). Nesse blog o intuito não é dar notícias, mas sim falar sobre alguns jogos que vão dando as caras pelo site ou falar sobre um evento. Os participantes do blog são todos funcionários da empresa.

O que todo gamer quer é preço baixo, então ainda acredito que a distribuição digital possa ser o caminho, por ser um atalho para contornar os altos impostos e praticar preços mais justos. Não custa sonharmos em ver jogos de Xbox disponíveis para venda no site do pontofrio.com, podendo ser pago com N cartões em N vezes.

O que você acha da distribuição digital? Ela pode realmente nos dar o que queremos? Somente preço baixo é o que importa?

- por Bruno Julião

Seguir o trilho é o melhor caminho para o Wii?

18 agosto, 2009 por Mauri Link  
em Capa, Discussão, Veja mais 1

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No momento, todos os jogadores que possuem um Wii no Japão (ou seja, quase todos os jogadores do Japão) estão satisfeitos com a qualidade gráfica de Monster Hunter 3. Os ocidentais por enquanto estão ansiosos para colocarem as mãos nele, pois certamente é um jogo bem equilibrado em gráficos, jogabilidade, sons, multiplayer online, etc. De modo geral, a Capcom está fazendo um ótimo trabalho com o Wii, embora ainda tenha gente que critique  as mudanças que a produtora faz quando leva suas séries mais famosas ao Wii. Mas ela quer mostrar que sabe mesmo usar todos os recursos do Wii com outro jogo de visual igualmente espetacular: Resident Evil: The Darkside Chronicles.

Muitos desenvolvedores apostam na fórmula de criar um jogo de tiro sobre trilhos, como a EA e seu Dead Space: Extraction (embora Dead Space ainda não esteja no mesmo nível), acreditando que assim conseguem extrair uma melhor performance gráfica do console. Talvez seria melhor se a Capcom desenvolvesse o Darkside Chronicles  no mesmo estilo do remake do Gamecube, jogo que continua impressioando atée hoje.  Mas a Capcom nunca mostrou que pretendeu usar esse caminho, escolhendo seguir por outro caminho, ou melhor, por outro trilho. E convenhamos, essa jogabilidade de tiro sobre trilhos combina muito com o Wii Remote, não? O produtor do novo Resident Evil, Masachika Kawata, concorda, e explica a adoção dessa jogabilidade:

Gráficos. Desde o começo do projeto, nós queríamos que o jogo proporcionasse muita imersão ao jogador, criando uma boa atmosfera que possibilita essa imersão. E isso só viria com com ótimos gráficos. A Cavia (a desenvolvedora do jogo) disse a todos que eles conseguiram criar a mesma qualidade gráfica dos consoles rivais no Wii. O único porém é que os gráficos não estão em HD. A Cavia teve de usar todos os seus recursos para criar esses tipos de gráficos.

Claro que isso não é novidade para mim, eu sempre soube que o Wii possui até uma boa qualidade gráfica, embora sem proporcionar a alta resolução e demais efeitos encontrados no PS3 e 360. Hoje já temos diversos jogos que provam isso, e mais e mais estão vindo, de acordo com as promessas das produtoras. Mesmo assim, não podemos esquecer nunca do diferencial real do console, que é proporcionar uma melhor experiência em jogabilidade acima de tudo., afinal, não se consegue a tão desejada imersão do usuário no jogo apenas  tendo a beleza gráfica como suporte. Um quadro bonito com moldura feia é sempre uma péssima idéia. O fato é que com Monster Hunter 3, The Conduit, Resident Evil Darkside Chronicles, Final Fantasy C.C. The Crystal Bearers, Dead Space Extraction e outros, temos que cobrar muito mais das desenvolvedoras, buscando jogos que sejam divertidos em primeiro lugar, mas que também possam oferecer uma boa qualidade gráfica. Não é tão difícil assim, no fim das contas.

Confira a seguir algumas provas desse esforço da Cavia, e me digam se foi uma boa opção ou não:

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por Mauri Link
[via Portallos]

[Reflexão] Xbox Live no Brasil vale à pena?

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Eu li no dia 11 uma notícia no mínimo curiosa. Nela era dito que os jogos On Demand estavam com preços diferentes entre as regiões e pasmem, até no nível de países a diferença aparece, para que vocês vejam o absurdo da coisa, nos EUA o intervalo de valores fica entre 1600 e 2400 MSPoints ou 20 e 30 dólares, mas na Europa o mesmo Mass Effect que está a venda na Live americana por 2400 MSPoints (US$ 30) aparece por 2300 MSPoint (US$ 28,75). A diferença é pouca se comparada a da Austrália, aonde o mesmo jogo apareceu por 6000 MSPoints (US$ 75). Nova Zelândia está com o Call Of Duty 2 custando 4400 MSPoints (US$ 55).

Durante essa semana de novidades na Live, vi muitas, mas muitas pessoas reclamando que ficariam de fora ou teriam de recorrer à meios não convencionais, tudo culpa da Microsoft não ter investido devidamente em nosso país e trazido a sua rede oficialmente, até porque realmente não faz muito sentido, uma vez que a experiência Xbox só é completa para quem pode usufruir da Live e jogar com amigos, curtir alguns recursos legais como atualizações de jogos, pacotes de expansão e etc. Voltando ao questionamento que quero fazer, será que realmente vale a pena termos a Live no Brasil? Acho que a pergunta não é só sobre a Live, cai muito bem em qualquer outro serviço do gênero, como o oferecido pela Sony (PSN). Pergunto isso baseado no fato que mesmo havendo uma aparente melhoria na infraestrutura da internet do país, bem sabemos que isso está longe de ser verdade. Muitas pessoas acessam a internet por bandas que proporcionariam mais dor de cabeça do que alívio no caso de se baixar 4.6GB de um jogo completo do On Demand, mesmo com o Xbox tendo download em segundo plano e em stand by, toda aquela ansiedade para jogar a recém aquisição desce pelo ralo se tiver de deixar baixando de um dia para outro.

Outro ponto importante na discussão é se estamos dispostos a correr o risco de ter uma assinatura da Live mais cara do que pagamos hoje. Com o preço de um jogo médio (R$ 150,00) conseguimos pagar 1 ano de acesso, dependendo do dólar claro. Acho que é uma doce ilusão achar que tal assinatura chegaria pelo mesmo valor ao país, ou ainda achar que os preços e a gama dos conteúdos serão os mesmos do que costumamos vampirizar da Live americana.

Esses são os meus pensamentos sobre a possibilidade de redes no país. Espero que todos saibam ponderar os fatos que citei e se for o caso discutirmos todos o quão vantajoso de verdade seria termos essas redes no país, afinal de contas hoje já procuramos jogar apenas com brasileiros devido ao ping e nesse caso jogar por jogar não faria a menor diferença se a rede em questão está oficialmente no país ou não.

Quando tinha uma banda de 2MB eu ficava bons minutos baixando um jogo bobo de Virtual Console do Wii. Agora disfruto de 6MB, os quais me ajudam bastante na tarefa de manter meu devidamente 360 atualizado ou baixar Demos de jogos.

Não quero desanimar ninguém, mas os fatos que estamos presenciando e citei logo no início, deixam claro que às vezes é melhor simplesmente não ter a rede.

– por Bruno Julião

Borderlands, um colírio visual (no PC)

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Ontem eu assisti um vídeo de Borderlands na Live e gostei bastante do que vi. Coloquei no post esse vídeo para quem não o viu ainda poder curtir. Borderlands é um FPS com pitadas de RPG, dono de um estilo visual bem interessante, voltado mais para o cell-shading do que para o fotorealismo que assombra nossos FPS’s atuais, mas ao mesmo tempo mantêm distância de um traço cartoon como aquele visto no lendário FPS XIII da Ubisoft. Mas segundo o presidente da Gearbox, Randy Pitchford, eu teria gostado ainda mais se eu tivesse visto Borderlands rodando em um PC de ponta.

“A versão PC de Borderlands destrói as versões para consoles em termos de qualidade de imagem – desde que você tenha hardware para isso,” comentou Pitchford.

Assumindo que os consoles de nova geração não devem ser aposentados tão cedo, e nova tecnologias estão sempre chegando ao PC, esse tipo de declaração deverá se repetir com frequência cada vez mais.

E agora, entusiastas de qualidade gráfica. Vamos jogar Borderlands no videogame ou no PC?

por Mauri Link
[via Portallos]

Nintendo se prepara para concorrentes

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Muita gente ficou boquiaberto ao ver o Projeto Natal. Outros ficaram surpresos ao verem a Sony mostrar algo que o WiiRemote sempre sonhou ser. A Nintendo andava calada sobre o assunto, mas agora eis que Reggie do alto do pedestal de sucesso da empresa (em números) esbanja arrogância e segurança ao dizer:

A minha opinião sobre isto (Natal e o projeto sem nome da Sony) é que eles estão vendo agora a oportunidade que nós vimos. O que eles mostraram e discutiram não são notícias novas para nós.

Estamos neste negócio há 25 anos, trabalhamos com uma variedade de tipos e interação. Trabalhamos com uma variedade de mecanismos para aumentar a imersão na experiência de jogo.

Por isso para nós, o que vemos são dois competidores que estão por cima do ombro ao que fomos capazes de fazer, e tentam participar.

Bom, não é de hoje que eu falo que o Wii foi uma boa idéia, um timing bom e principalmente muito, mas muito marketing. A empresa já declarou que não pretende atender à todos os pedidos dos fãs hardcore (como HD, tanto de armazenamento quanto de qualidade gráfica), pois segundo eles, se a lista se esgotasse, não haveria mais o que melhorar. Não pensem que eu estou dizendo que o Wii é ruim, estou apenas aquecendo falando um pouco da minha opinião.

O próximo passo na minha idéia é falar sobre as declarações de Reggie, afinal de contas elas são de uma segurança aparentemente inabalável, mas quão seguro realmente é? Na minha opinião esta declaração mostra que a empresa sabe o peso real de seus adversários e quer esfriar/apagar qualquer imagem que possa ter ficado de que a Nintendo foi engolida na E3, afinal de contas a conferência menos empolgante foi a deles. Não vejo a Nintendo partindo pra cima riscando itens da lista “o que os hardcore” querem, apenas a vejo tentando criar novas experiências como a do Vitality Sensor, que ningém consegue nem fazer idéia de como isso se encaixaria em jogos.

A tática do oceano azul parece ser a “nova onda” da Nintendo, e é ela busca incessantemente beber dessa fonte, o que é muito bom para nós, afinal de contas já houveram arcades com algo parecido com o Balance Board, mas quantas delas vingaram ou foram bem exploradas? O quero dizer é que Reggie mesmo parecendo arrogante, está também cantando vitória por ter a idéia de maior sucesso da sua empresa (a captação de movimentos) sendo copiada e aprimorada pelos concorrentes, o que é um bom sinal, já que é raro se copiar o que não presta.

A Nintendo é líder absoluta dessa geração e as rivais poderão no máximo diminuir a distância, mas passar se mostra muito difícil.

Então significa que os gamers “hardcore” perderam a guerra? Não, são públicos diferentes. Podemos todos conviver pacíficamente, ainda que o capitalismo nos diga que provavelmente veremos mais e mais jogos “casuais”, uma vez que o retorno destes tem sido bem interessante.

Antes de terminar o post gostaria de fazer uma pergunta, só eu vi a câmera para Nintendo Wii que lia movimentos na conferência da Ubisoft? Porque ninguém está falando dela. Chego a pensar que foi miragem.

- por Bruno Julião

Até quando, PS2?

O “eterno” PS2 hoje em dia é um zumbi como aqueles de Resident Evil presentes nos jogos do console. O console hoje  caminha arrastado dentro do mercado principal dos videogames, rumo ao seu inevitável fim. E cada vez mais, faltam as forças necessárias para lutar pela sua sobrevivência. Eu diria que é muito, muito improvável que o console continue vivo.

Michael Patcher, um dos mais renomados analistas do mercado de videogames, indica que o console está respirando por aparelhos, dizendo que o console se torna cada mais “insignificante” em termos de vendas de software. As vendas caíram em 64%, respondendo por menos de 4% da venda total de softwares em 2009. Isso é um reflexo do desinteresse do consumidor, e consequentemente, das desenvolvedoras em produzir novidades. Fora que o interesse no PS3 aumentou nos últimos tempos.

Segundo alguns, ainda não é hora da Sony desligar os aparelhos, pois ele ainda é viável em algumas regiões, e temos toda a história da Sony no Brasil que indica isso. Mas o quanto isso é realmente viável? Sem jogos novos, até que ponto um console é viável?

O PlayStation original durou 11 anos. Foi lançado em 3 de Dezembro de 1994. Sua produção foi encerrada em 23 de Março de 2006, e em 29 de Setembro daquele ano foi lançado o último jogo, o último prego do caixão. Mesmo sendo o console mais barato e oferecendo uma excelente biblioteca, todos só tinham olhos para o PS2, e logo o primeiro console da Sony saiu totalmente do mercado.

Provavelmente, em 2010 o PS2 receberá seu último jogo. Mas se sua impressionante biblioteca de jogos talvez irá garantir algum tempo de vida extra ao console nesse período, eu apostaria que não.  Não posso deixar de mencionar a  recém-anunciada possível volta da compatibilidade nativa do PS3 em rodar jogos do PS2. Se essa opção for bem trabalhada na mídia, poderá ajudar a manter um mínimo de interesse no PS2, mas não creio que isso muda muita coisa no fim das contas.

E esse cenário me leva a crer que a Sony não deve produzir/vender o PS2 no Brasil. Isso não faz o sentido. Não haverá softwares novos que justifiquem a compra do console, e a disputa com o mercado cinza é inútil. A Sony não pode cometer o mesmo erro da Playtronic, que resolveu lançar o NES no Brasil muito tarde, com um mercado já maduro e satisfeito consigo mesmo. E pela minha experência com o mercado, afirmo que o brasileiro adora tecnologia de ponta, mesmo que ela aparentemente seja inviável para seu bolso.

O ideal mesmo é a Sony apostar no PS3 por aqui, respeitando a sua própria marca, sempre associada com o que há de mais moderno. E apostar também no jeitinho brasileiro. PS3 no Brasil por favor, Sony!

Por Mauri Link
[via Portallos]

Próximo RPG da Tri-Ace tem pistolas demais e espadas de menos?

30 junho, 2009 por Thiago  
em Discussão, Notícias

Resonance of Fate [EUA] ou End of Eternity [JP], nomes diferentes para o mesmo game. Só para não confundir ninguém. Nomes à parte, o trailer abaixo mostra um pouco do gameplay do próximo RPG da Tri-Ace (Star Ocean e Valkyrie Profile), que será distribuido pela Sega.

Talvez eu não esteja acostumado, mas achei o gameplay bem estranho. Os protagonistas atacam com armas e pistolas e inimigos revidam da mesma maneira. Nenhuma espada? Ferramenta essencial em um RPG. Será que terá magias? Alguém já jogou algum RPG assim? Rá, achei bizarro. XD

Lançamento no Japão no fim de 2009 e em 2010 na América. Para Playstation 3 e Xbox 360.

Bonus Track: Como também fiz este post no Portallos, algumas horas atrás, um leitor de lá, o Farley, fez um comentário muito bom e que complementa um pouco mais a discussão dessa coisa de RPG com pistolas ao invés de espadas. Segue aqui para a galera do Goluck:

“O conceito de RPG não se limita apenas à aventuras medievais recheadas de espadas, logo eu não achei estranho (pseudo-estranho pra mim é rpg futuristico com foco em espadas e armas brancas). Não lembro nenhum RPG focado somente em armas, mas existem alguns exemplos não-tradicionais como Mother e um dos cenários de Live a Live (Front Mission é estratégia, logo não acho que conte).

Na verdade eu gostei muito da jogabilidade mostrada no trailer, um tanto quanto frenética. É legal também o fato de que esse estilo é pouco explorado atualmente e pode ser interessante um rpg futurístico apoiado em conceitos futurísticos como armas de fogo.

No trailer também mostra um pouco de como será a música, aparentemente pela composição será o Motoi Sakuraba novamente. Gosto muito dele como compositor, mas torço pra que ele varie um pouco mais dessa vez.”

Pode ser coisa da minha cabeça, mas realmente estou acostumado por demais com RPGs onde os protagonistas usam aquelas espadas gigantes. Pra mim ainda assim é estranho demais ver uma cenário de tiroteiro no meio de um RPG. XD

- por Thiago Machuca
[Direto do Portallos]

Ocidentalização da Square: bom ou ruim?

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Pense comigo: os desenvolvedores de games japoneses estão passando por uma de suas maiores crises de identidade de todos os tempos. Isso refleti na qualidade duvidosa dos títulos lançados nos últimos anos.
O que uma das maiores empresas  pode fazer para tentar não sucumbir junto com o mercado local? Expandir-se para outros mercado, ora bolas!

E não é de hoje que a Square Enix vem se aproximando do público Ocidental. Seus RPGs ganham cada dia mais características ocidentais. Pode ser apenas uma tendência, mas acredito que seja uma adaptação.

E ontem a Square Enix deu mais um passo rumo sua ocidentalização; comprou a produtora Eidos e todos seus estúdios. Para quem não lembra, a Eidos é dona da franquia Tomb Raider, Legacy of Kain, Hitman, Commandos entre outras.

Com a compra da Eidos, a Square passa a ter estúdios no Canadá (Eidos Montreal) e vários outros na Europa. Sem falar que a empresa ainda é dona da Taito e, consequentemente, da Crystal Dynamics, que fazia parte da Eidos e é o estúdio responsável pelas últimas (boas) versões de Tomb Raider.

Agora pergunto a vocês: será que a Square Enix tendo adotado essa política de ocidentalização pode melhorar a qualidade de seus jogos? Será que vamos ver um Dragon Quest FPS em breve? Ou ver Lara como personagem principal no próximo Final Fantasy?

Brincadeiras a parte, eu só espero que a Square Enix realmente esteja dando um passo correto. Meu medo é o que pensar das demais empresas japonesas – e das produtoras menores. Se uma desenvolvedora como a Eidos acabou sendo comprada, não vejo muita esperança para as menores. E você, o que acha?

-por Lucas Patricio

Distribuição digital: apertando start agora ou só na próxima fase?

26 março, 2009 por Mauri Link  
em Discussão, Veja mais 2

Lojas físicas são os únicos lugares onde muitos consumidores podem comprar seus jogos. Esse consumidores fazem caretas quando tomam conhecimento que um determinado jogo só será vendido online. Como ficam eles nessa história? E as lojas físicas? A distribuição digital é um bom negócio para as produtoras, porém é claro que optando por esse modelo, a empresa estará automaticamente restringindo o número de pessoas que irão comprar seu produto. O Steam é uma ótima opção, mas nem de longe é uma unaminidade, tem muita gente que nem o conhece.

O CEO da PopCap, Dave Roberts, levantou uma discussão sobre isso durante a GDC, enfatizando que as empresas devem possibilitar meios alternativos na hora de vender seus produtos. Dave diz que “para muitos é muito prazeroso ou mais conveniente comprar um disco e tê-lo em sua prateleira. E uma grande parcela dos consumidores do Wal-Mart nem mesmo possuem cartões de crédito”. Ele vai mais longe quando diz que “a idéia de usar um cartão de crédito e fazer o download de um produto é algo desconhecido para muito mais gente do que fazemos idéia”.

Ele recomenda que os revendedores devem encontrar maneiras alternativas para lidar com isso, e as produtoras, por sua vez, devem criar soluções para encorajar esses “consumidores offline” a comprarem seus produtos. Podemos citar World of Warcraft, que embora seja voltado para a distribuição digital, possui um cartão pré-pago vendido em muitas lojas. Dessa maneira, o lojista não vende o jogo, mas consegue lucar com a venda desse cartão. Afinal de contas, o que seria da GameStop se todos os jogos passassem a ser vedidos só digitalmente?

Essas e por outras razões me fazem acreditam que mesmo na próxima geração de videogames, ainda teremos a maioria dos jogos sendo vendidos nas prateleiras de lojas. A distribuição digital vai com certeza crescer, mas esse crescimento sempre vai ter que se adequar ao crescimento do acesso e conhecimento do ambiente digital pelas pessoas.

Sem contar que que um jogo distribuído digitalmente não pode ser trocado ou revendido. Imagine se você compra um jogo e não gostar. Não tem jeito, vai ter que ficar com ele e ponto final, a não ser que alguma produtora invente uma maneira de devolver caso você não goste, mas eu duvido que isso aconteça.
Quer muito um jogo? Não tem grana para baixar? Nem vai dar para emprestar o do seu amigo, ok?

Existe o problema de espaço no HD. As empresas querem vender jogos, filmes, músicas, enfim, de tudo. Tem gente comprando um segundo HD pro Xbox, gente colocando HD de notebook no PS3, agora vai ter gente comprando cartões SD pro Wii, etc. Eu mesmo tenho um HD de 120GB e outro de 60GB pro meu Xbox. E vamos supor que God of War fosse vendido digitalmente, imagine quanto tempo você levaria para baixar ele para seu PS3. Imagine agora um monte de gente fazendo a mesma coisa. Isso renderá servidores lentos e um rombo na franquia de quem possui limite de consumo de internet.

Por esses e por outros motivos, vemos que a distribuição digital pode ser algo bacana, não serve hoje para todos, mas se for bem trabalhada nos anos vindouros, pode render bons frutos, mas ainda depende de muitas coisas para funcionar direito, ela não pode fazer nada sozinha. E você, como gamer, prefere um jogo na prateleira ou no HD?

por Mauri Link
[via Portallos]

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